sábado, 1 de junho de 2013

Fulgor da madrugada

Tudo muda algum dia, e a madrugada é o período em que mais percebo mudanças.

Percebo que alguns próximos a mim estão sonhando com algo, estabelecendo algum objetivo para quando acordar tentar tornar isso real ou até mesmo sonhando com alguém amado e quando, ao acordar, estará desesperadamente ligando para o tal e o perguntando se algo aconteceu... 


Sonhar com o inconsciente de estar caindo em um buraco sem fim, com um novo início de uma nova fase, com o querer mais que bem-querer, com o que não se pode ter na realidade infinda, com impossibilidades possíveis no próprio interior!


Mas na madrugada sempre alguém acorda. 


Assustado, esse alguém pode estar a procura de alguma saída do seu pensamento anormal ou simplesmente sofre com sua doença de sonambulismo, a qual não se estabelecerá como grande fortificadora do descanso físico e mental, propriamente dizendo.


Mas alguém na madrugada também não dorme. 


Trabalha, e percebemos isso no instante em que acordamos. E, quando acordamos, alguém também está a ir dormir. 


O horário nos engana, o mundo não pára simplesmente no escurecer do dia; o dia também nunca deixa de ser dia mesmo se tornando noite.


Alguém na madrugada saí. Se liberta, tem-se o perdão de todos. Para. 


Sempre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário